Distúrbio de Deficiência Auditiva

A audição desempenha um papel importante e decisivo no desenvolvimento da comunicação e funciona como sistema de alerta não para nem quando dormimos.

A deficiência auditiva, que é diminuição do limiar auditivo, pode acometer a qualquer pessoa independente da idade. De cada 1.000 bebês nascidos vivos, entre 10 a 12 nascem com um tipo de deficiência auditiva. É possível detectar a perda da audição adquirida ou congênita logo nos primeiros dias de vida e iniciar um intervenção efetivo até os 6 meses de idade.

A deficiência auditiva pode ser classificada em leve, moderada, severa e profunda

  • Audição normal: limiares entre 0 a 24 dBNA (Nível Auditivo)
  • Deficiência auditiva leve: entre 25 a 40 dBNA
  • Deficiência auditiva moderada: entre 41 a 70 dBNA
  • Deficiência auditiva severa: entre 71 a 90 dBNA
  • Deficiência auditiva profunda: acima de 91 dBNA

Conforme o grau da perda auditiva existem vários tipos de intervenção que variam de simples tratamentos até adaptação de aparelho de amplificação sonora individual (AASI), ou até em alguns casos havendo a indicação de implantes cocleares.

Existem três tipos de deficiências auditivas são: as condutivas, neurossensoriais ou mistas.

DEFICIÊNCIA CONDUTIVA

São aquelas que acometem o caminho da condução do som. É causada por um problema localizado em orelha externa e/ou média até chegar a orelha interna. Esse tipo pode ser causado por: corpo estranho no conduto externo, rolha de cera, otite externa e média, mal formação congênita do conduto auditivo, inflamação e/ou perfuração da membrana timpânica, obstrução da tuba auditiva, otosclerose e outras.

DEFICIÊNCIA NEUROSSENSORIAL

É quando há qualquer alteração na recepção do som, seja por lesão das células ciliadas em orelha interna ou no nervo auditivo. Vários fatores causam esse tipo de perda auditiva, uma delas é a origem hereditária como problemas da mãe no pré-natal (tais como a rubéola, sífilis, herpes, toxoplasmose, alcoolismo, toxemia, diabetes etc), ou causada por trauma físico, baixo peso no nascimento por prematuridade, trauma de parto: meningite, encefalite, caxumba, sarampo etc.

DEFICIÊNCIA MISTA

Ocorre quando há uma alteração na condução do som até o órgão terminal sensorial associado à lesão do órgão sensorial ou nervo auditivo.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA CENTRAL

Este tipo de deficiência não é necessariamente acompanhado de diminuição da sensibilidade auditiva, mas manifesta-se por diferentes graus de dificuldade

Como reconhecer um individuo com perda auditiva

A perda auditiva é um problema grave que não se consegue ver nem tocar, sendo assim, pode haver demorar a detectá-la. Para as crianças, o diagnóstico tardio de um problema nas vias auditivas pode prejudicar o seu desenvolvimento de linguagem e conseqüentemente o seu processo de aprendizagem.

No caso de crianças, os pais e ou responsáveis devem observar as reações auditivas da criança:

  • Nos primeiros meses de vida o bebê reage a sons como bater de porta, vozes, assustando-se, piscando e até chorando. Por volta dos quatro ou cinco meses a criança procura a fonte sonora virando a cabeça e corpo. Se o bebê não reage á sons, os pais devem ficar atentos e procurar orientação médica.
  • Deve-se estar atento a crianças que assistam televisão em volume alto ou próximo do aparelho;
  • Pede para repetir varias vezes o que foi dito;
  • Problemas de concentração na escola;

Os problemas comportamentais também podem estar associados a dificuldades auditivas, até uma pequena perda na capacidade de percepção auditiva, pode influenciar no comportamento e desenvolvimento da criança.

Exames utilizados para detectar qualquer distúrbio da audição:

  • Audiometria Tonal e Vocal
  • Audiometria condicionada Infantil
  • Imitânciometria
  • BERA – Audiometria de tronco encefálico (utilizado em casos em que a audiometria comum não seja efetiva).
  • Emissões Otoacústica (EOA) – Mais utilizado em bebês ainda no hospital, conhecido como TESTE DA ORELHINHA. Este exame já é reconhecido através da legislação, conforme Portaria SAS/MS n. 587 de 07 de Outubro de 2004 e que se torna obrigatoriedade na rede pública.
  • Teste de Processamento Auditivo – em casos de comprometimento no processamento das informações recebidas. Este teste é indicado para crianças em processo de aprendizagem.
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