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PSICOLOGIA
Adolescência
“Adolescência tem cura?”. Talvez esta seja uma pergunta que muitos pais fazem quando se deparam com as transgressões de um filho adolescente. Porém, é necessário que se questione alguns comportamentos considerados patológicos porque corremos o risco de não observarmos as possibilidades de desenvolvimento contidas nessas transgressões e atitudes destrutivas.
A adolescência é um fenômeno moderno, em que várias modificações são esperadas e a criança é convidada a deixar o mundo infantil para ter início ao mundo adulto, trazendo a possibilidade de mudança de sua condição existencial. Enquanto seu corpo infantil muda, enquanto a idealização dos pais vai cedendo lugar à idealização do grupo, os adolescentes, freqüentemente e em diversas formas, apresentam comportamentos destrutivos que preocupam os adultos. Entretanto, essa experiência carrega a possibilidade de reflexão por parte do adolescente sobre suas próprias atitudes e sobre as opostas ao que viveu quando fora transgressor de alguma convenção social. Então, ele pode assumir novos valores ou compartilhar os mesmos de seus pais de forma mais autônoma.
Em geral, os adolescentes esperam que suas transgressões sejam toleradas e, ao mesmo tempo, que encontrem limites seguros onde possam experimentar a intensidade de novos impulsos. Além disso, como é uma etapa em que a autoconsciência se intensifica, é natural que se sintam expostos, como se qualquer um pudesse ver seus aspectos mais íntimos, podendo dificultar algumas relações interpessoais. Assim, os pais não devem abdicar de, além de demonstrar afeto, estabelecer limites capazes de trazer segurança para que se possa vivenciar da melhor forma possível as riquezas dessa fase de desenvolvimento.
A psicologia como auxiliar no tratamento da gagueira
A gagueira ou disfemia é um distúrbio de linguagem que dificulta a comunicação da pessoa, podendo afetar outras áreas além da fala, como as relações sociais. A gagueira pode trazer dificuldades psicológicas relacionadas à comunicação, como lidar com a auto-imagem e aceitação social. Desta forma, é importante que haja um acompanhamento psicológico paralelo ao fonoaudiológico, para que seja oferecido ao paciente o suporte necessário para lidar com o transtorno. O tratamento psicológico envolve a análise de questões relacionadas às conseqüências da gagueira, como a auto-estima, insegurança e ansiedade, que em muitos casos, encontram-se abalados. No caso da gagueira psicogênica, quando a gagueira é iniciada após um trauma psicológico, o tratamento é fundamental, pois o psicólogo poderá auxiliar na compreensão dos fatores associados ao aparecimento do transtorno.
Ao pensar na valorização que é dada a fala fluente, é importante pensar sobre o impacto psicológico que uma alteração na fala pode ocasionar, uma vez que dificulta a comunicação do indivíduo e seu acesso social. O atendimento psicológico seria um espaço oferecido à criança ou adulto para lidar com seus sentimentos e atitudes frente à gagueira, tratando assim, dos problemas pessoais e sociais decorrentes do distúrbio, como um auxiliar ao tratamento fonoaudiológico.
É interessante propor um trabalho integrado entre fonoaudiólogo e psicólogo, ambos com uma visão dinâmica do caso, buscando sempre compreender o paciente como um todo, com influências orgânicas, psíquicas e sociais.

